Crítica: adaptação literária de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” é mais convincente que o filme

O livro vale a pena para quem quiser entender mais profundamente a mentalidade dos personagens.

20/03/2023 às 12h01 Atualizada em 19/03/2025 às 09h18
Por: João Pedro Dias
Compartilhe:
Ilustração de Doutor Estranho na capa do livro — Imagem: Reprodução | Editora Excelsior
Ilustração de Doutor Estranho na capa do livro — Imagem: Reprodução | Editora Excelsior

No livro Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, Dr. Stephen Strange é encarregado de salvar a jovem America Chavez, que despertou a cobiça de ninguém menos que Wanda Maximoff, a poderosa Feiticeira Escarlate, transformada em vilã.

Assim como o filme, a adaptação literária começa com um sonho em que Doutor Estranho trai America Chavez. Ao acordar, Stephen sente culpa pelas ações de sua versão alternativa. Na vida real, enquanto se arruma para o casamento da Dra. Christine Palmer, ele se culpa por não ser o noivo dela. O livro traça paralelos melhores que o filme, além de retratar de maneira mais eficiente as emoções do "casal" protagonista e da maioria dos outros personagens.

O romance explora a psique de Wanda de uma maneira que lembra o trabalho feito na série WandaVision, exemplificando mais claramente em que aspectos o Darkhold corrompeu a moral da Feiticeira.

Até mesmo a tão criticada sequência de luta entre Wanda e os Illuminati faz mais sentido aqui, tendo em vista que é mostrado de forma mais crível o tanto que o grupo subestimou Maximoff, o que gera satisfação ao ler a bruxa assassiná-los tão abruptamente.

As descrições de cena são eficientes, provocando, às vezes, mais medo que as sequências do longa. Além disso, há um esclarecimento de ações e intenções que a obra original deixou abertas demais.

A escrita é fluida e há, inclusive, recapitulações de momentos de projetos como Doutor Estranho, Vingadores: Guerra Infinita e WandaVision. Infelizmente não há milagres. Wong, America Chavez e Mordo-838 ainda são tratados como meros artifícios para mover a história.

O livro é fiel ao filme, salvo algumas pequenas liberdades criativas, e é contado de maneira mais convincente que a obra audiovisual. Vale a pena para quem quiser entender mais profundamente a mentalidade dos personagens.

Nota: 8/10

Siga o Prisma Cult no Instagram e no X.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários