
As obras literárias já geraram diversas franquias bilionárias para Hollywood, como é o caso da Saga Crepúsculo e de Jogos Vorazes. A franquia de Duna, iniciada em 2021, por exemplo, mal chegou ao seu terceiro filme e acumula mais de 1,1 bilhão de dólares em bilheteria mundial. Será que esse retorno volta de alguma forma para a indústria dos livros?
O Prisma Cult foi até a Bienal do Livro Bahia 2026, um dos maiores eventos de literatura do Nordeste, para desvendar a opinião do público jovem sobre a relação entre essas duas indústrias do entretenimento. Perguntei a Fabricio Macedo, 20, se ele já gostou tanto de uma adaptação de livro para filme que sentiu vontade de consumir a obra original.
"A gente sempre vai no formato original, porque, na minha percepção, o livro é sempre mais enriquecedor. Os livros de Harry Potter, por exemplo, têm muito mais detalhes, falas diferentes. Consequentemente quem realmente é fã e já viu todos os filmes, com toda certeza vai querer ler os livros", disse o estudante.
Outras pessoas priorizam os livros como primeira forma de contato com a narrativa, como é o caso da estudante Kamilly Fernandes, de 21 anos de idade:
"Eu costumo fazer o contrário. Quando fico sabendo de alguma adaptação, eu vou buscar o livro e, depois, eu assisto, pra ter um embasamento e saber das diferenças."
Parece que o saldo é positivo, e os bilhões de dólares que os livros fornecem a Hollywood, voltam em forma de reconhecimento para a indústria literária.