Crítica: “Adão Negro” não reinventa a roda, mas revigora a DC

O filme não é e nem tenta ser revolucionário, mas a adição do senso de moral conflituoso do Adão Negro ao DCEU é interessante e, principalmente, necessária.

18/10/2022 às 18h30 Atualizada em 19/03/2025 às 08h58
Por: João Pedro Dias
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The Rock como o protagonista de “Adão Negro” — Imagem: Reprodução | Warner Bros.
The Rock como o protagonista de “Adão Negro” — Imagem: Reprodução | Warner Bros.

Quase 5.000 anos após ter sido agraciado com os poderes onipotentes dos deuses antigos, e aprisionado logo depois, Adão Negro é libertado de sua tumba terrena, pronto para levar ao mundo moderno sua forma singular de justiça.

A origem do protagonista é explicada por meio de uma cena de abertura e flashbacks ao longo do filme. O senso de justiça do Adão Negro é perfeitamente compreensível, bem construído e contrasta bem com o dos outros meta-humanos do longa.

A Sociedade da Justiça é I-N-C-R-Í-V-E-L. É revigorante ver uma equipe de heróis estabelecida, em que os membros se esforçam ao máximo para estar em sintonia. Todos eles funcionam, mas Senhor Destino e Ciclone roubam a cena.

Os coadjuvantes humanos são razoáveis. O alívio cômico de Karim não funciona; Adrianna começa muito bem, mas se perde do meio para o fim do filme. Quem realmente se destaca é a criança, Amon, o filho de Adrianna.

Sabbac é um bom vilão. Suas motivações não são extraordinárias ou inesperadas, mas são convincentes. A origem, o visual e os poderes do personagem são sinistros, muito bem pensados e genuinamente provocam medo.

No lado técnico, a ação é um espetáculo à parte, outro ponto altíssimo do longa. Todas as lutas são bem coreografadas e o uso ofensivo dos poderes é bastante criativo. O CGI é irretocável em quase todas as cenas, e a fotografia cumpre bem o seu papel de ambientação.

Em síntese, temos um bom filme. Não é revolucionário (e nem tenta ser), mas a adição do senso de moral conflituoso do Adão Negro ao DCEU é interessante e, principalmente, necessária.

Nota: 6/10

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