
Viver na Barbielândia é ser perfeito e estar no lugar perfeito. A menos que você entre em uma crise existencial total. Ou que você seja um Ken.
Cheio de piadas metalinguísticas sobre a cultura da Barbie, Warner, Mattel e elenco, o humor do filme é seu ponto alto e surpreende a cada 2 minutos, com as melhores tiradas relacionadas a papéis de gênero e ao consumismo. Tudo com a maior leveza imaginável.
A coordenação entre os departamentos do longa é visivelmente fluida, e a sensação transmitida é a de propósito, um trabalho em equipe muito bem liderado pela direção de Greta Gerwig. Cada cenário, figurino, piada e intenção de atuação foram pensados para beneficiar um ao outro.
Falando em atuações, todo o elenco está excelentemente nivelado e encarna seus personagens com maestria. Não existe Margot Robbie e Ryan Gosling, por exemplo, apenas Barbie e Ken.
A trilha sonora é um show à parte e soa como uma coletânea de sucessos.
Por fim, Barbie é um filme sagaz que questiona elegantemente determinados conformismos sociais e transmite uma bela mensagem sobre o que é ser humano. É uma sensação única ter o privilégio de testemunhar o nascimento de um novo clássico.
Nota: 10/10