Crítica: “Aquaman 2: O Reino Perdido” prova que o lógico funciona

O desenvolvimento do filme poderia ter sido melhor, mas, às vezes, escolher o lógico e bem executado é a melhor saída.

20/12/2023 às 23h07 Atualizada em 19/03/2025 às 09h16
Por: João Pedro Dias
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Jason Momoa como Aquaman e Patrick Wilson como Orm em “Aquaman 2: O Reino Perdido” — Imagem: Reprodução | Warner Bros;
Jason Momoa como Aquaman e Patrick Wilson como Orm em “Aquaman 2: O Reino Perdido” — Imagem: Reprodução | Warner Bros;

Nesta sequência, Aquaman lida com os desafios de ser Rei de Atlântida e a animação de ser pai.

Nenhuma das duas questões é aprofundada, mas são o suficiente para enriquecer o Arthur que já conhecemos e aprofundar a relação dele com seu próprio pai, que é bonita de ver.

O relacionamento de Arthur com o irmão Orm é o coração do filme. A leveza surpreende positivamente. Era esperado um pé de guerra, se for considerada a forma que ambos terminaram no filme anterior. Há atritos, mas, no fim das contas, é uma relação normal de irmãos.

São esses dois relacionamentos que os vilões usam para atingir Aquaman. Arraia Negra não é o verdadeiro antagonista, mais uma vez. Sua motivação repetida chega a ser entediante.

O vilão principal tem uma origem enfraquecida por clichês e paralelos forçados com a vida de Arthur.

Mesmo assim, as artimanhas dos antagonistas envolvem uma boa trama de aquecimento global que lembra os problemas reais do mundo. Atlântida se mostra imperfeita, mas socialmente evoluída. No fim das contas, resta o questionamento de quando o mundo real seguirá passos semelhantes.

Apesar da presença mínima de Amber Heard na divulgação, Mera tem um tempo de tela considerável. A Rainha de Atlântida não aparece no segundo ato, mas há uma justificativa plausível e natural. Heard dá vida aos sentimentos maternos de Mera sem dificuldade e de maneira convincente.

A ação é magnífica e reaproveita o estilo "arcade" que deu certo no filme anterior. É impossível não comparar os efeitos visuais com os de A Pequena Sereia. Aqui, a interação de cabelos e tecidos com a água é mais fluida, e surgem bolhas de ar quando os personagens se movimentam.

Por fim, Aquaman 2: O Reino Perdido é divertido. A inserção e o desenvolvimento de determinados elementos poderiam ter sido pensados com mais cuidado, mas, às vezes, escolher o simples, o bem executado, e o lógico é a melhor saída.

Nota: 6/10

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