Crítica: “Superman” é um bom começo para o DCU, mas poderia ter enredo mais sólido

O novo filme de James Gunn é revigorante, mas seria melhor com uma história mais estruturada.

10/07/2025 às 08h57 Atualizada em 11/07/2025 às 11h10
Por: João Pedro Dias
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David Corenswet como Superman — Crédito: Reprodução | Warner Bros.
David Corenswet como Superman — Crédito: Reprodução | Warner Bros.

Superman chega ao mundo com a missão de ser o filme pontapé da nova era da DC no cinema após uma sequência de longas terríveis como Shazam! Fúria dos Deuses, Flash e Aquaman 2: O Reino Perdido.

 

Mas diga “adeus” a essa antiga fase das trevas, pois a nova é comandada por James Gunn.

 

Gunn reconhecidamente dirigiu a trilogia de Guardiões da Galáxia, da Marvel Studios, e O Esquadrão Suicida, parte da antiga gestão da DC. Todos esses projetos têm história, técnica e atuações sólidas.

 

Sim, essas são características essenciais de qualquer filme digno, mas estão cada vez mais escassas na categoria de super-heróis. Felizmente, Superman tem a maioria delas.

 

David Corenswet e Rachel Brosnahan humanizam o casal protagonista ao adicionar um tom de casualidade à relação — Crédito: Reprodução | Warner Bros.

 

O enredo humaniza o herói por trás da capa. Superman (David Corenswet) é simplesmente um homem bom e isso é lindo. Ao invés de destacar esse aspecto por meio da “versão humana” Clark Kent, a trama o faz de maneira mais interessante, através das dinâmicas com Lois Lane (Rachel Brosnahan), o cão Krypto e Lex Luthor (Nicholas Hoult).

 

Nicholas Hoult como Lex Luthor em
Nicholas Hoult como Lex Luthor em Superman — Crédito: Reprodução | Warner Bros.

 

Ah, Nicholas Hoult… O melhor ator do filme. A forma com que ele dá vida a Lex é visceral, encarnando a inveja do personagem em ações desesperadas e expressões maníacas. Impecável.

 

Uma dessas ações envolve um universo compacto, um subenredo que achei “fora da caixinha” demais para a história e que a atrapalha e muito, pois se espalha pelo segundo e terceiro ato do longa. Poderia ter regras mais claras e uma explicação melhor.

 

Nathan Fillion, Isabela Merced e Edi Gathegi como Lanterna Verde, Mulher-Gavião e Senhor Incrível em
Nathan Fillion, Isabela Merced e Edi Gathegi como Lanterna Verde, Mulher-Gavião e Senhor Incrível em Superman — Crédito: Reprodução | Warner Bros.

 

Cabe destacar a Gangue da Justiça composta por Senhor Incrível (Edi Gathegi), Lanterna Verde (Nathan Fillion) e Mulher-Gavião (Isabela Merced). Eles formam um contraste necessário com o Superman, pois são exemplos de meta-humanos, como são chamadas as pessoas superpoderosas na DC, cujo senso de moral não é tão perfeito quanto o de Clark.

 

David Corenswet voando como Superman — Crédito: Reprodução | Warner Bros.
David Corenswet protagoniza cenas de voo memoráveis como Superman — Crédito: Reprodução | Warner Bros.

 

Aliás, as cenas aéreas da Mulher-Gavião são incríveis. Para o Superman, além de incríveis, os voos têm um visual fresco — às vezes literalmente, pois o vento movimenta a capa e o cabelo de um jeito que não estou acostumado a ver em filmes do gênero, exceto talvez em Mulher-Maravilha 1984. Estou ansioso para ver no making-of (o qual espero que seja liberado) qual técnica foi usada para executar cada take.

 

No geral, Superman é revigorante, tecnicamente bem executado e tem boas atuações, mas seria melhor com um enredo mais consistente.

 

Nota: 7,5/10.

 

Estreia hoje, 10 de julho, nos cinemas brasileiros

 

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